quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Poema 13

Talvez foi quando as nuvens
negaram-me o teu rosto;
ou quando revelou-se o gosto
de outras bocas na tua;

foram minhas pálpebras cansadas
que me abriram os olhos pra rua?
ou foram as palavras jogadas
no vácuo da tua ausência?

foi a lâmina do espelho
estampando o meu valor?
foram as vozes dos conselhos
ou o grito da minha dor?



talvez tenha sido minha impaciência.



Sei que foi em algum ponto, lá atrás:
não sei quando, ou em que lugar
(acho que quando tuas mentiras
já não me doíam mais).

foi de repente:
um dia, deixei de te amar.




( Por Alan Miranda)

3 comentários:

Lara-Larissa disse...

Eu fico boba toda vez que leio esse...!
Pelo meu, pelo seu, pelo o que representa esse poema.


Mas fico mais boba pelo presente!
:)

Vc tem um dom, rapaz.

Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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